Oi. Acabei de chegar. Abri a porta e a casa estava mais uma vez vazia.
Não sei por quê eu, mas eu ainda me decepciono. Sei que não vou encontrar a casa habitada, sei que não haverá nenhum sorriso, mas por algum motivo eu ainda espero, e me decepciono. Sou assim mesmo, bobo, palhaço, duro, endiabrado, escolha me chamar como quiser, eu pouco me importo. Sei que, apesar de tudo, você não me conhece, quase nunca presta atenção no que eu digo ou faço e depois me culpa de tudo.
Não tô reclamando de nada, por favor, não me entenda mal. Inútil pedir, as pessoas sempre me entendem mal.
Está tudo bem. Vou entrar, tomar uma xicara de chá quente na cozinha. Faz frio lá fora. Choveu.
Apareça quando quiser. Eu gosto de visitas. Nem precisa dizer "oi". Um sorriso, mesmo que seja um disfarce, já me basta.
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