quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Da permanente partida

Meus olhos agora estão secos, depois de um período que passei chorando tua falta.
Tua partida foi das coisas mais dolorosas que eu já senti na vida. Doeu de um jeito que eu não consigo explicar, definir... pensei que não ia passar, mas tá passando, doendo cada dia menos.
E eu pensei que estaríamos juntos pra sempre. Mas, como diz a canção “o pra sempre, sempre acaba”. Não sei se fui inocente, também não sei se fui culpado ou se fui apenas omisso. Não reagi. Desculpe, eu fiquei sem forças. Estático, diante de algo que eu julgava impossível de acontecer. Mas aconteceu...
Aconteceu. E eu não sei quando, nem onde, nem como. Fiquei feito um bobo, parado no meio da rua, choveu de repente, e eu não conseguia decidir se corria pra me abrigar, ou se deixava a chuva me pegar. Quando decidi correr já estava encharcado, quando decidi me expor, já havia passado a tempestade.
Eu sei que partidas são inevitáveis. Eu também parti em muitos momentos, da vida de muita gente. Mas um dia você prometeu que ficaria aqui comigo. E mesmo que você venha todos os dias me ver, mesmo assim você terá partido, porque agora é diferente. Nós dois estamos diferentes. E que culpa temos de sermos tais como somos?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sobre o Juca

Hoje o dia amanheceu frio e cinzento, uma chuva fina e insistente batendo no telhado. E o Juca não conseguiu levantar. Ficou ali deitado debaixo das cobertas. Que bom que fosse pra curtir o frio, curtir uma preguicinha gostosa, não era. O Juca estava triste, abatido, quase deprimido. Se sentindo sem forças. Nem tomou seu costumeiro chá da manhã.
Juca é um coração sensível demais. Às vezes acho-o um idiota. Juca só é idealista, intenso. Ele não costuma se entregar por qualquer coisa, não costuma abrir as portas de sua triste casa para qualquer um. Alguns ele conversa da janela, troca uma ou outra palavra e até sorri, mas são somente pessoas na calçada. Já algumas outras pessoas o Juca deixa adentrar o pátio, lhes oferece um chá, um suco e até conta piadas, mas são somente pessoas que no pátio, no quintal, companheiros inconstantes de momentos de distração e alegria.
Há quem diga que Juca é carrancudo demais. Alguns julgam-no sério, antipático, casmurro. Isso por que poucos são aqueles que tem a permissão de sentar no chão da sala, para um jogo de dama, ver um album de fotografia. Poucos são aqueles que realmente podem sentar à mesa com Juca, contar e ouvir estórias. Gargalhar. Poucos são aqueles que REALMENTE conseguem ver o Juca como ele verdadeiramente é. Um cara bobo, atrapalhado, distraído. Um apaixonado.
Juca é um menino sim. Mas não por não gostar ou não querer ser adulto. É que Juca jamais quer perder a pureza de alma que um coração de menino tem. E não é porque ele as vezes ri, que não esteja sendo sensato e sério. Que não esteja dando atenção, que esteja fazendo chacota de quem lhe fala.
O Juca as vezes faz bobagens. Quem não faz? Quase nunca ele é intencional nas escorregadas que dá. É que eles as vezes não sabe, não ve. Juca entende que por amar alguém, omitimos fatos, escondemos palavras. Juca tem medo, muito medo, de decepcionar quem ama.
E por isso Juca hoje acordou triste e pensativo. Lembrou-se das palavras do personagem de um livro que leu "Os seres humanos me assombram". Juca é culpado? Por que pequenos detalhes, as vezes, se dimensionam tanto? Juca sempre acreditou que os seres humanos não são ruins. Juca gosta de fazer as pessoas sorrirem. E uma brincadeira acabou por lhe roubar o sorriso.
Juca está cabisbaixo e mesmo que mais tarde venha o sol, ele não vai se alegrar.
Que vão embora as pessoas na calçada, que vão embora as pessoas no pátio, hoje o Juca simplesmente não quer conversar...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Três frases

Então vem, eu te convido, quer dividir comigo o paraíso?

Cada ruga em mim te merece...

Amor não precisa de filosofia!


Frases retiradas da música "Desculpas Eu Não Peço Mais" - Frejat

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011